Boa Tarde, gostaria de começar falando que gostei muito de participar do Núcleo de Estudos Étinicos Raciais. Os debates foram ótimos e tenho certeza que ajudou muito todos que participaram, sendo para entender coisas que não entendiam, sendo para compartilhar coisas que já sabiam, desabafar e conhecer ótimas pessoas.
Gostei de todos os encontros, mas um que gostaria de comentar foi o ministrado por Carolina Ramos, Relações Étnico-Raciais na Educação. Além do texto falar como ser um educador antirracista, o que é muito importante, fala sobre o privilégio branco e sobre a questão das cotas que é sobre o que eu gostaria de discorrer. Primeiramente, gostaria de trazer um trecho da música Cota Não é Esmola de Bia Ferreira:
"...Agora ela cresceu, quer muito estudar
Termina a escola, a apostila, ainda tem vestibular
E a boca seca, seca, nem um cuspe
Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra USP
Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola
Que todos são iguais e que cota é esmola
Cansada de esmolas e sem o dim da faculdade
Ela ainda acorda cedo e limpa três apê no centro da cidade
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bote a culpa em mim pra encobrir o seu racismo!
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Que isso é vitimi, que isso é vitimi, que isso é vitimismo..."
Essa música traz a reflexão sobre como as oportunidades para brancos e negros são muito diferentes, mas também como brancos vêem as cotas como uma esmola, sendo que as cotas tem como objetivo corrigir desigualdades históricas e promover a inclusão de grupos étnicos minoritários que enfrentaram obstáculos e discriminação ao longo dos anos.
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