Ônibus e periferia, por Ana Luiza

No poema "Cachorro e Borboleta", o autor brasiliense Lucas Daniel diz: "Não nascer no centro é crescer no ônibus. Desde cedo aprendemos a subir as paradas para conseguir pegar um lugar vazio dentro do veículo, decoramos a matemática dos horários e linhas dos ônibus, reconhecemos qual cor vai para qual lugar, dominamos o equilíbrio de onde segurar para não cair nas curvas e arrancadas".   
Essa é a vida de pretos periféricos, que pegam inúmeros ônibus e engarrafamento. Que trabalham muitas vezes durante o dia e estudam a noite, saem às seis da manhã e voltam a meia-noite, dormem, comem e sobrevivem no transporte público. 





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